Este é um vídeo experimental no qual se questiona os abismos sociais, culturais e econômicos entre governantes e governados.
Ele explora pela riqueza de imagens, o sofrimento diário daqueles que estão entregues a própria sorte, a margem da sociedade.
As fotografias foram geradas em eventos e fatos do dia a dia de São Paulo.
O vídeo segue com a letra e musica do grande mestre Quintin Cabrera.
"Se os homens se associam é que têm necessidade de satisfazer um bem que venha ao encontro de uma exigência de sua natureza. Esse bem não pode ser a soma dos interesses individuais, pois estes se diversificam ao infinito; é preciso, pois, que se encontre um BEM COMUM.
Toda sociedade tem seu fim, ou seja, uma finalidade intrínseca ou extrínseca própria; está ordenada para algo que ela mesma intenta, ou seja, que quer ou deve alcançar ou realizar. Toda sociedade tem igualmente sua ordem própria; está constituída, organizada, estruturada desta ou daquela maneira. Portanto, só é apropriado um bem que se refira aos membros em comum, que não se limite a este ou àquele indivíduo. Uma sociedade cria e estabelece, não um bem privado, senão um bem "comum". Por conseguinte, quando o benefício afeta somente a um indivíduo, ou a vários indivíduos, enquanto tais, isto é, quando um ou vários servem-se dos demais e do trabalho destes para seu exclusivo proveito, não existe sociedade propriamente dita.
É essencial que o bem comum seja entendido e perseguido também como COMUM; desde o momento em que os indivíduos ou grupos esqueçam isto, e sob o pretexto de bem comum, não persigam outra coisa que seus próprios interesses (poder, ganância, etc.) prejudicam ou destroem a sociedade (o crime do ditador é o abuso do bem comum para fins egoístas; atemorização da sociedade, preeminência de sua vontade sobre a vontade da sociedade).
Onde não se aspira a um bem comum, onde não há um bem de todos e para todos, não há sociedade; o bem privado, considerado e realizado estritamente enquanto tal, não une, senão que distingue e separa. Contudo, isto não significa que o bem privado desapareça com seu caráter e exigências próprias, não implica, de modo algum, no perigo de que apareça o homem coletivo.
O bem comum e o bem privado supõem-se e completam-se mutuamente, de tal modo que não pode existir ordenadamente sem o outro contra o outro. Mas, é bom notar que sob o termo de "bem comum" há que se entender o fim da sociedade, que afeta o indivíduo enquanto membro desta e pelo fato de sê-lo. Ao contrário, o bem privado ou individual significa o fim ou bem dos indivíduos enquanto tais. O bem privado não compreende unicamente os bens materiais que o particular possui, senão, na mesma superior medida, os valores mais altos próprios do indivíduo enquanto tais: sua existência humana e faculdades pessoais; o dever, que obriga a todos os homens de conseguir pessoalmente seu último fim e de viver conforme ele; em outras palavras, todos os valores internos e externos que o indivíduo tenha alcançado." J. Ribeiro Jr.
1)Nicola Sacco an Bartolomeo Vanzetti.
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2)Orwell Se Revira No Seu Túmulo - Orwell Rolls In His Grave.
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3)Você também pode dar um presunto legal.
http://video.google.com/videoplay?docid=5275682708820451854&hl=pt-BR
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